Quebrando o silêncio em torno do suicídio

Amanda Mont'Alvão Veloso (Reportagem, Entrevistas e Produção), André Murched (Arte) e Diego Iraheta (Edição)
Sep 01, 2016

A cada 40 segundos, uma pessoa se suicida no mundo, de acordo com a OMS. Precisamos com urgência tratar o suicídio como realidade e não como um tabu. Como uma questão de saúde pública, que pode ser prevenida, em vez de um assunto pesado, que deve ser relegado ao silêncio e ao preconceito. Falou em suicídio? Então, vamos falar de prevenção e saúde.

Por que não falamos de suicídio?

Por que não falamos de suicídio?

Porque pesadas e difíceis, as chamadas mortes voluntárias são tratadas de forma recôndita no Brasil. Ignorar essa realidade atrapalha a possibilidade concreta de fazermos algo a respeito. A cada dia, pelo menos 32 brasileiros se matam. Ao fim deste ano, 11.712 pessoas terão encerrado a própria vida no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde e da OMS. A prevenção poderia salvar a vida de 9 entre 10 que hoje se suicidam.

Uma conversa sobre suicídio pode ser um convite à vida

Uma conversa sobre suicídio pode ser um convite à vida
O poder da palavra é inegável, e seus efeitos incluem a possibilidade de se pensar diferente, de mudar uma decisão ou simplesmente aliviar o próprio sofrimento. A escuta e o acolhimento são as principais ferramentas de suporte do Centro de Valorização da Vida (CVV). Há 54 anos, o centro atua no Brasil oferecendo apoio emocional de graça e prevenindo suicídio. Conheça relatos de voluntários do CVV que ajudam aqueles que se sentem tão desamparados em algum momento da vida.

Quem pensa em se matar pode mudar de ideia

Quem pensa em se matar pode mudar de ideia
De acordo com o CVV, a tentativa de suicídio não possui uma única motivação. A ideia suicida decorre do acúmulo de situações de transtorno, como um copo que se enche e transborda com uma gota d'água. A sensação de desespero e desamparo toma conta do indivíduo. Esvaziar esse copo é um desafio que pode exigir ajuda profissional, como terapia, além da busca por uma rede de apoio, como família, amigos e lazer.

A dor de quem fica: Os sobreviventes do suicídio

A dor de quem fica: Os sobreviventes do suicídio
O suicídio de uma pessoa amada dá um novo tom às vidas que ficaram: diante dos efeitos da tragédia, é preciso sobreviver. Não à toa, as pessoas deixadas para trás são chamadas de sobreviventes, e cada dia seguinte ao suicídio é uma verdadeira superação. Como lidar com os julgamentos trazidos por um ato tão obscurecido e estigmatizado por nossa cultura?

O desabafo de uma sobrevivente

O desabafo de uma sobrevivente
A editora-executiva do Huffington Post UK, Poorna Bell, faz um desabafo e uma reflexão sobre o suicídio do marido. Ao mesmo tempo em que busca entender a decisão do esposo, ela defende que precisamos conversar sobre saúde mental a fim de lidarmos com nossos transtornos interiores.